Comic Con, CCXP 2015 – Minhas impressões

 Minhas primeiras impressões sobre o evento geek mais aguardado do ano, a Comic Con SP não foram nem um pouco boas. Ao chegar a São Paulo, fomos direto para o nosso hotel, Confort Downtown, hotel indicado pela Comic Con onde eles alegavam que teríamos vantagens e decoração especial.

 Chegando ao hotel, fizemos o Check In mais demorado que eu já vi. Nós foram feitas perguntas que já aviamos respondido via formulário de reserva, e tentaram nos cobrar o valor cheio (Já tínhamos depositado 30%) pura falta de atenção. Algum tempo depois, assinamos os termos do quarto e retiramos as chaves. Estávamos em duas em camas de solteiro como pedimos o que demonstra que não somos um casal e não temos como dividir os brindes, não é? E mesmo se fôssemos um casal, ambas estão pagando hospedagem, não? Enfim recebemos de brinde um pôster da mulher maravilha, e eu perguntei ironicamente ‘’Como faz? Parte no meio?’’ Depois recebemos uma tag decorativa, e um mini saquinho de confete decorado, novamente, falta de atenção com o cliente.

Chegando ao quarto, recebemos um quarto onde o ar condicionado não funcionava. Ligamos na recepção informando o ocorrido e que precisávamos resolver o mais rápido possível porque tínhamos que ir para o evento. Meia hora depois, e quatro ligações onde prometiam retornar, eles resolveram nos mudar de quarto. Sim, nos atrasamos para o evento.

 Saímos do hotel depois do que tínhamos planejado, exaustas por ter acordado às quatro horas da manhã, mas muito felizes por estar indo a um evento tão esperado. Pegamos o metro, ótimo metro por sinal, e chegamos no máximo quarenta minutos à última estação onde uma van da CCXP deveria nos buscar. Não sei se sou eu e os eventos que frequento, mas a fila para pegar a tal van dava voltas no quarteirão, e não tínhamos nem perspectiva de que horas conseguiríamos embarcar, resultado? Chama o Uber.

 Chegamos na Comic Con exatamente 12:37, trinta e sete minutos depois do horário de abertura, e nada. A fila era enorme, a má organização incrível, pessoas se olhando sem saber para onde ir, ninguém sabia qual era a fila das credenciais e qual a fila de entrada. Um caos. Fomos entrar no evento pouco mais de uma hora depois (mesmo pagando para receber as credenciais com antecedência) depois de andar muito, enfrentar muita fila, muito tempo em pé, calçamento mal feito que me fez tropeçar varia vezes, resultado, dores, muitas dores nos pés.

 Chegando na portal real de entrada do evento, me surpreendi. Banheiros limpos foi o primeiro lugar que fui uma praça de alimentação ótima com diversas variedades, comidas feitas rapidamente e com qualidade, ponto positivo, mas o preço foi literalmente uma facada na alma. Comemos e fomos olhar o evento como um todo.

 Sim, os estandes estavam maravilhosos, dignos de San Diego, até a Molskine apareceu por lá. Eu fui em busca dos meus queridinhos Pop Heroes e para minha surpresa, o preço estava mais alto que em lojas convencionais, e a diferença de preço entre as lojas no evento era grande. Apesar de um grande evento da cultura pop, não vi uma grande variedade de produtos e nem de novidades. O próprio estande da Comic Con deixou muito a desejar.

 Não, eu não vim aqui só falar mal do evento. Conhecemos muitas pessoas boas, apesar de muitos mal educados, muitos artistas incríveis, mas eu esperava mais, muito mais. Eu esperava encontrar maquiagens e produtos para cosplay, já que o evento promove os cosplayers e vai dar workshops de maquiagens e efeitos especiais. Eu espera mais atenção aos detalhes que a CCXP tanto prega. Eu esperava mais.

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  Eu não sei nem se eu quero escrever sobre o segundo dia da Comic com, porque para mim foi praticamente um dia jogado fora. Saímos do hotel super cedo, depois de um café da manha horrível, e consegui chegar na fila do auditório Cinemark as 11:20 da manhã. A fila estava enorme, mas valia à pena, pois eu queria ver o painel da Fox, e as 18:30 o painel da Netflix. Entramos na fila e ficamos esperando. Perto da uma hora eu decidi ir ao banheiro e comprar comida para nós, falei com um organizador do evento que estava na fila e ele me disse que tudo bem. Fiz o que tinha que fazer e voltei para a fila, onde estava a Louise e um amigo que fizemos na hora. Para a minha surpresa, não quiseram me deixar voltar. Uma organizadora do evento gritou comigo dizendo que eu não ia entrar na fila, e ponto. Eu expliquei que tinha conversado com outro organizador e perguntei como ela esperava que as pessoas ficassem o dia todo na fila sem ir ao banheiro. 

 Sai dali e fui encontrar a pessoa que tinha me deixado sair, e consegui voltar para a fila. Algum tempo depois minha amiga resolveu desistir do painel e ir procurar outras coisas no evento, mas eu fiquei. Eram 16:30, a fome começava a aparecer e a vontade de ir ao banheiro insuportável, fora o calor que estávamos passando. Não, eu ainda tinha entrado no painel, e faltavam no mínimo 500 pessoas na minha frente.

 Eis que depois de algumas horas alguém do evento resolve dar uma explicação. A pessoa que fez o comunicado disse que não podia fazer nada, que as pessoas que entravam nos painéis poderiam passar o dia todo dentro do auditório, mesmo só tendo 2.400/2.500 lugares, tudo bem isso acontecer quando você tem mais de um auditório com eventos principais, né?

O organizador ainda disse que não entrariam mais de 10 pessoas, e encorajou as pessoas a saírem da fila. A essa altura do campeonato eu já estava irritada, cansada, com fome e resolvi sair da fila, perto das 17hrs, lembram a hora que eu entrei? Loucura né?

Perdi o painel da Netflix e o meu dia todo dentro da fila. Peguei o celular para ligar para a minha amiga, que me encontraria na saída do auditório as 20:30 (Fim do painel da Netflix), mas pela ironia do destino o celular dava como inexistente. Uma hora e meia depois de procurar, resolvi ir até o balcão de informações e pedir que alguém anunciasse ela no auto falante. Pedi e a resposta que eu tive? Nós só anunciamos crianças. Expliquei o ocorrido, e pedi novamente. ‘’Nós só anunciamos crianças, vocês deveriam ter marcado um lugar’’. Expliquei de novo o que aconteceu e ouvi um simples não posso fazer nada. Continuei a procurar, voltei no balcão de informações pouco tempo, e me falaram de novo, não posso fazer nada.

 Fui encontrar a minha amiga perto das 19hrs da noite, e até agora fico me perguntando, sai muito caro anunciar alguém no microfone ou foi pura ignorância? Em um evento para milhares de pessoas você não anunciar alguém no microfone é muito descaso com o cliente. Sinceramente a minha sexta-feira na CCXP foi um dia perdido.

 No fim das contas, minha passagem pela Comic Con foi boa, ou melhor, foi uma experiência valida. Conheci a Emily Anderson, maquiadora incrível. Conversei com escritores e artistas renomados. Vi muitos Cosplays dignos de profissionais de cinema. Meu sábado e domingo na CCXP foram bons, as filas só pioraram, mas eu já tinha pego o ritmo do evento.

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 Talvez eu receba algumas críticas por esse post, mas acredito que cada um que passou pela São Paulo Expo teve uma experiência diferente e essa foi a minha. Eu não sou fã de quadrinhos, mas amo tudo que envolva cinema, efeitos especiais, maquiagem e figurino. Eu acredito que temos que conhecer, viver o maior numero de experiências possíveis para formar uma opinião sobre algo, e eu matei uma grande curiosidade minha, ir na Comic Con.

 Fica de olho, que daqui a pouco sai um post sobre os Cosplays que passaram por lá.

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