40’s

A década de 40 começou com o desagradável clima de uma Guerra Mundial. O conflito, que perdurou de 1939 à 1945, inspirou diretores e roteiristas, americanos e ingleses, à produzirem filmes patriotas e que serviram como grandes propagandas de guerra. Em 1940, Chaplin lança The Great Dictator, sátira política ao nazismo e à Hitler, que foi um sucesso e aclamado por plateias. (Americanas e aliadas, claro). Filmes que tiveram como enredo e cenário a Segunda Guerra Mundial, como Casablanca e The Best Years of Our Lives, ficaram consagrados por retratarem situações de uma época tão conturbad, e se tornaram clássicos do cinema.

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Mas não foi só Guerra não. O sucesso de A Branca de Neve e os Sete Anões, que teve um retorno financeiro muito mais que aceitável, colocou o Walt Disney Animation Studios em uma posição confortável para a produção de outras animações que, por mais caras que fossem, tinham retorno e sucesso quase que garantido.

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A produção de dramas, romances, aventuras e outros gêneros também estava à todo o vapor. Filmes que entraram para a história do cinema como Citizen Kane, de Orson Welles, e Ladri di biciclette (do italiano Vittorio de Sica) são considerados até hoje obras-primas da sétima arte. 

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O início da década marca, também, o début do britânico Alfred Hitchcock na indústria americana. O diretor, que começou a trabalhar no cinema duas décadas antes, fez produções de sucesso na inglaterra como The Man Who Knew Too Much e The 39 Steps, considerado o melhor filme do período do diretor em solo britânico. O grande sucesso de The Lady Vanishes, de 1938, atraiu a atenção de produtores americanos que, no ano seguinte, importavam Hitchcock para solo Hollywoodiano.

Em 1940, Alfred Hitchcock encanta as plateias americanas com o suspense Rebecca, único filme que concedeu ao diretor o Oscar de Melhor Filme em 1941. No mesmo ano, Hitchcock lança Correspondent, filmado durante o primeiro ano da Segunda Guerra Mundial e nomeado pela Academia para o prêmio de melhor filme.

Durante a década, o diretor transitou por diversos gêneros como comédia com Mr. & Mrs. Smith, film noir (expressão francesa aos filmes escuros de suspense e policial que tiveram seu ápice no fim da década) com Shadow of a Doubt, um dos preferidos do diretor, e a ficção com um toque insano que progetariam o diretor nas décadas seguintes...

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E quando todo mundo pensou que a década de 40 já tinha acabado.... O cinema foi presenteado com duas mulheres que se tornariam ícones e musas da sétima arte.

Post-40's-28Reconhecem a garçonete gatinha de Dangerous Years?

Post-40's-29E a aeromoça holandesa bonitinha de Dutch in Seven Lessons?

É isso mesmo: até Marilyn Monroe e Audrey Hepburn já foram coadjuavantes! E essas novinhas com genética boa só precisaram de alguns anos e papéis certos (e alguns mihares de dólares, claro!) para se transformarem em estrelas. Não; musas! What the hell: FUCKING DIVAS

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Nascida em Los Angeles em 1926, Norma Jeane Mortenson teve uma infância bem agitada. Filha de Gladys Monroe e Martin Edward Mortensen, viveu em lares adotivos devido ao divórcio dos pais e a instabilidade mental e financeira da mãe. Gladys, incapacitada de cuidar de Norma, entregou sua filha à um casal adotivo (Albert e Ida Bolender) até que a pequena tivesse sete anos.

Mas a calmaria não durou muito não... Um dia, Gladys fez uma visitinha e exigiu que a mãe adotiva entregasse Norma. Quando Ida recusou, a mãe biológia (e louca) empurrou a mãe adotiva no quintal e se trancou na casa com a criança (e o drama não acaba por aí). Minutos depois, Gladys sai carregando uma mala/saco do exército de Albert Bolender, com a maior cara de pau e a filha dentro! Quando Ida percebeu que a mala estava se mexendo e emitindo choros e gritos partiu pra cima da Gladys e, no meio do vuco-vuco, a mala rasgou e arremessou Marilyn, que foi socorrida pela mãe adotiva (que tratou de se trancar em casa com a menina, longe da mãe desequilibrada).

Depois do episódio, Gladys comprou uma casa e levou Jeane para viver com ela. O que não durou muito. Alguns meses (e surtos) depois, Gladys foi internada em um clínica psiquiátrica. Em My Story, autobiografia de Marilyn Monroe, ela comenta sobre o episódio lembrando de ‘gritos e risadas’ da mãe, enquanto era tirada à força de casa.

Norma Jeane passou à morar com Grace McKee, melhor amiga de Gladys. Foi nesse momento que a garota descobriu a paixão pelo cinema. A guardiã, que era fã da atriz e sex-symbol da década de 30 Jean Harlow, incentivava a garota à se maquiar, enrolar os cabelos e ir ao cinema. Quando disse à Jeane que um dia ela se tornaria uma estrela, provavelmente Grace nem tinha noção do quão certa estava...

Quando Grace se casou, Marilyn acabou sendo convidada à se retirar pois, aparentemente, o novo marido meio que se atirava na menina. Alguns anos (e casas) depois a jovem, que já estava no ensino médio, retorna a morar com a amiga da mãe (Gladys recusou-se assinar os papéis de qualquer oferta de adoção oficial que Jeane recebia). E então Norma Jeane conheceu o vizinho, Jim Doughety, o resto já dá pra imaginar né...

Depois do casamento, que aconteceu em 1942, o marido se alistou na Marinha Mercante durante a Segunda Guerra e deixou Marilyn morando com os sogros na Califórina. Enquanto o marido estava fora, a Sra. Doughrty trabalhou na Radioplane Munitions Factory, basicamente aplicando spray em peças de avião e inspecionando pára-quedas. Quando uma equipe da Yank, the Army Weekly (revista americana que foi publicada semanalmente durante a Segunda Guerra Mundial) foi na fábrica fotografar mulheres trabalhando em prol da pátria americana para a guerra, Jeane foi descoberta.

Quando o autor e fotógrafo David Conover, que trabalhava na Yank, avistou Jeane, ele viu pontencial e encorajou a menina à se inscrever na The Blue Book Modeling Agency. E foi exatamente isso que ela fez. Além de ficar loira, claro!

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Em pouco tempo, Norma Jeane era uma das modelos mais requisitadas da Blue Book Modeling Agency. Seu sucesso chamou a atenção de Ben Lyon, executivo da 20th Century Fox, que acabou dando à Jean um contrato e um nome.

Ben não era fã de “Norma Jeane”, achava antiquado demais. Escolheu o nome artístico “Carole Lind”, em homenagem à Carole Lombard e Jenny Lin, mas logo depois percebeu que ainda não era O Nome. Quando Jeane decidiu usar o sobrenome da mãe, Monroe, o nome “Jeane Monroe” havia sido decidido. Ben ainda achava o nome “comum demais” e pensou em um primeiro nome mais impactante e original. Indicou Marilyn ao perceber certa semelhança entre a garota e a famosa atriz de musicais da Broadway da década de 20, Marilyn Miller. Com certa relutância Jeane, agora Marilyn, aceita o novo nome e dá início a uma brilhante carreira que se concretizaria na década seguinte.

Durante seu contrato na Fox, Marilyn teve poucas oportunidades de se mostrar uma estrela. Fez aulas de canto e dança e pequenas participações em Dangerous Years e Scudda Hoo! Scudda Hay!

Mas foi em 1947, quando seu contrato com a Fox encerrava que Marilyn teve seu momento. Fechou contrato com a Columbia Pictures após ser fotografada por Bruno Bernard e logo depois já foi selecionada para um papel em Ladies of the Chorus, de 1948. O filme não foi todo aquele sucesso esperado e, quando seu contratou na Columbia acabou, Marilyn se viu desempregada e um tanto quanto desesperada.

Quando percebeu que sua luta por papéis no cinema não dava o retorno esperado, Matilyn se jogou (pelada) na carreira de modelo. Foi convidada para posar nua e aceitou. O ensaio, fotografado em 1949 por Tom Kelly, consistia basicamente em veludo vermelho e Marilyn Monroe. As fotos, que foram feitas para um calendário, renderam $50 à Mona Monoe (nome escolhido pela atriz para essa indústira) e se tornaram mundialmente conhecidas quando foram publicadas na primeira edição da Playboy Magazine, em dezembro de 1953, e progetaram a carreira da atriz que se consolidaria durante os anos 50 e a transformariam no sex-symbol da década,

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Audrey Hepburn, nascida em 1929 em Bruxelas, Bélgica, também passou por poucas e boas até se tornar um ícone do cinema e moda e, posteriormente em sua vida, uma das maiores humanitárias da história.

Audrey Kathleen Ruston, como foi registrada, era filha de Joseph Victor Anthony Ruston, cidadão britânico nascido em Užice na Sérvia, e Ella van Heemstra, aristocrata Holandesa filha do Brarão Aarnoud van Heemstra. Filha do segunda casamento da mãe, Audrey tinha o background Holândes da mãe e o Britânico e Austríaco do pai, isso, aliado à recorrentes viagens entre os três países contribuiram para o desenvolvimento intelectual e cultural da futura atriz que, além do inglês e holândes, falava francês, espanhol e italiano.

Seus pais eram membros da União Britânica Fascista na década de 30, o que foi seguido pela simpatização do pai pelo Nazismo. Como se isso já não fosse ruim o bastante, Ella encontra o marido mandando ver com a babá de Audrey e dos outros dois meninos de seu primeiro casamento. O casamento, que terminou logo após o episódio, foi seguido pela mudança de Ella e Audrey para a Inglaterra. O que não durou muito quando, em Setembro de 1939, a Inglaterra declara guerra contra a Alemanha as duas logo se mudam para a Holanda (crentes que o país seria, como na Primeira Guerra Mundial, território neutro e poupado de ataques alemães).

O que não aconteceu. Depois da invasão alemã na Holanda, Audrey adotou o pseudônimo, menos britânico que Audrey Hepburn, Edda van Heemstra. Depois da ocupaçào germânica, Audrey e a mão foram morar com o avô, Barão vam Heemstra, na província de Gelderland na Holanda.

Os difíceis anos da guerra marcaram a vida da garota para sempre. Além de todo o dano emocional, Audrey desenvolveu uma séria anemia, devido à má nutrição, problemas respiratórios e edema. Mas isso não abalou o sonho de virar uma bailarina de sucesso. Em 1944, Hepburn já tinha se tornado uma habilidosa bailarina que, secretamente, dançava para grupos de pessoas para arrecadar fundos para a Resistência Holandesa, além de ser uma mensageira para a Resistência entregando mensagens e pacotes. Mas até o fim da Guerra, em 1945, Audrey passou por poucas e boas.

Com o fim da Guerra, Audrey e a mão foram morar em Amsterdã, onde a jovem estudou balé por três anos com a referência da dança Holandesa Sônia Gaskell. Dividida entre a paixão pelo balé e o cinema, Audrey participou de seu primeiro filme em 1948, Dutch in Seven Lessons que foi seguido pela mudança de Hepburn para Londres para estudar na tradicional escola de balé Rambert.

A escola, porém, dão deu o feedback esperado à Hepburn. Quando feita uma avaliação sobre o potencial da jovem como bailarina o resultado foi decepcionante. Todos percebiam talento na garota porém sua baixa estatura e constituição fraca, cicatrizes dos tempos da guerra e desnutrição, impediam a jovem de se tornar uma bailarina profissional de sucesso.

O que teria sido o fim se a jovem Audrey Hepburn não tivesse outro sonho à seguir: atuar.

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A jovem, que tinha o sonho de ser uma bailarina, acaba optando por se concentrar em atuar. Depois de algumas aulas e seu début em Dutch in Seven Lessons, Hepburn participa do musical High Button Shoes, que estreiou na Broadway em 1947 e chegou em Londres em 1948. No ano seguinte, Audrey participa das produções Sauce Tartare e Sauce Piquante, e algumas pequenas produções que acrescentaram experiência para a nova atriz.

A década seguinte traria muitas surpresas à ex-bailarina. A peça Gigi, baseada no romance escrito pela francesa Sidonie-Gabrielle Colette em 1945, levaria Herpburn para solo americano para protagonizar a peça na Broadway em 1951, que inclusive rendeu um Theatre World Award para a jovem atriz a projetou sua brilhantes carreira nas décadas seguintes.

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